Tudo o que existe

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[English]  [Nederlands]

As bibliotecas estão cheias de livros explicando o propósito da meditação. Resumidamente, definiria assim:

Experimentar a conexão com tudo o que existe.

Isso pode parecer vago, porque o que é “tudo o que existe”?

Literalmente significa: tudo o que existe. Então, tudo que podes perceber com os teus sentidos e “tudo” que não podes perceber com os teus sentidos físicos. Esse segundo “tudo” está em todo lugar em que normalmente percebes o vazio.

Há muito tempo, as pessoas sabiam como fazer isso; por natureza; simplesmente porque somos natureza e a natureza está em nós. Hoje em dia é diferente. Vejo muitas pessoas que não estão satisfeitas com as suas vidas. Eles são sombrios, apressados, sempre querem algo que alguém tem ou tem medo de perder o que tem e sempre há algo a queijar sobre a sua saúde.

Uma coisa é certa. Vivemos num tempo cativante em que a mente pode ser alimentada quase 24 horas por dia. Um fluxo ininterrupto de informações desde as ecrãs está a sobrecarregar a ti. Informações tão voláteis quanto o gás e que sugam te fundo na tela mais cada vez. O resultado é que a profundidade humana desaparece; quero dizer, tornar as informações próprias, digamos, experimentar o conhecimento vivendo-o e convertendo-o em sabedoria. E, ao empilhar todos esses fatos rápidos, adormeces inconscientemente e realmente te tornas estúpido. Pareces transformar te muito lento num robô.

Realmente te lembras que tens um corpo? Te lembras que estás vivo? Na ausência de contato com a tua própria natureza e com tudo o que existe, espreita a tristeza e a insatisfação. E esses sentimentos surgem através do teu próprio modo de vida inconsciente.

Acho que é muito necessário nestes tempos experimentar que és um elo importante no teu ambiente e no cenário universal. Experimentar essa conexão fornece um impulso e uma base para viver plenamente e ter satisfação em todas as áreas. Assim sabes que todo movimento que fazes afeta o mundo; que toda palavra da tua boca afeta o mundo. Faz te prudente contigo, conecta te com o outro num nível que não conhecias antes e, consequentemente, a tua conexão com tudo o que existe cresce.

Este domingo fiz três meditações de 20 minutos cada.

O primeiro levou à experiência do corpo. O segundo se concentrou na consciência do pensamento e o terceiro levou a fazer contato com tudo ao redor; com todos os sentidos em ação. A intenção final era experimentar tudo ao mesmo tempo.

Foi bonito! Quanto maior o grupo, mais forte é a experiência de estar conectado a tudo o que existe. Obrigada a todos!

No próximo segundo domingo do mês – 13 de outubro – continuamos praticar.

És muito bem-vindo a participar.

Foco ou concentração

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Photo by Paul Skorupskas on Unsplash.com

[English]  [Nederlands]

Durante a nossa criação, nunca aprendemos a concentrar-nos. Já nos disseram desde a infância que devemos fazer isso e ninguém explica como. Nem mesmo os nossos pais. Eles raramente dão um bom exemplo. O que aprendemos é ficarmos distraídos. Sete dias por semana, catorze horas por dia, se não mais. Nós (re) agimos em impulsos vindos de fora de nós. Então somos muito bons em nos deixar distrair porque é isso que fazemos. Em última análise, trazer insatisfação total com as nossas vidas e até alcançar um possível objetivo é difícil, se não impossível.

Foco é o que queremos e para poder ter isso, devemos treinar a nossa concentração. Não aprendes isso num dia. Então, para se tornar uma estrela em ter e manter a concentração primeiro temos que entender como tudo isso funciona nas nossas cabeças.

Existem duas coisas: Mente e consciência.

A mente é uma área muito grande, aparentemente infinita, que podes dividir em todos os tipos de seções relacionadas a estados mentais; com emoções como medo, ciúme, amor, sexo, comida, ódio, raiva, amistade, bondade, empatia etc.

A consciência é uma bola brilhante de luz. É um dado. É sempre a mesma coisa. Essa bola nunca muda de cor, energia, potência ou intensidade.

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Photo by Monique Pongan on Unsplash.com

Em que tu focas, encontraras a bola de luz lá. A tua consciência está lá naquele lugar. Aquele lugar está iluminado.

Exemplo:
Vais ao cinema. O diretor colocou tudo nesse filme para excitar o máximo de emoções possível com os espectadores. Moves do medo ao amor, da raiva ao entendimento. Quando o filme termina lês as palavras “The End” e suspiras. Que filme foi esse! Com o seu jeito de filmar, o diretor trouxe a tua bola de luz para todas as partes da tua mente. Assim permites que alguém ou algo faça isso. Isso é exatamente o que acontece o dia todo. Tudo ao teu redor traz a tua consciência para todos os tipos de lugares na tua cabeça. És na verdade um brinquedo do teu ambiente.

Precisas fazer treinamento de concentração diariamente para conseguir algo. Como tens que treinar tudo o que queres se tornar bom. Um talento não vale nada sem treinamento.

Começa simplesmente concentrar-te ao longo do dia numa coisa de cada vez. Se conversar com o teu parceiro, fique por 100%. Fique lá!

A vida é uma aparência (manifestação) de onde a tua energia flui. A tua concentração, atenção ou consciência. Portanto, a tua vida é um reflexo de tua liderança sobre ti e o mundo.

Seja firme com o teu foco e vens aprender meditar! (Calendário)

(Interpretação livre das palavras do Monge Dandapani)

Um chip na cabeça

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(English) (Nederlands)

Há muito, muito tempo atrás, morávamos em pequenas comunidades. As mulheres conversaram no poço onde buscaram a água e lavaram a roupa e no domingo as nossas famílias se encontraram no parque. As crianças brincaram, nós trocamos novidades. Sabíamos muito um do outro e sabíamos o que aconteceu fora da aldeia, na medida em que nos interessávamos. Quando um estrangeiro entrou na aldeia, ele foi olhado com desconfiança. A sua confiabilidade foi questionada antecipadamente. Um estrangeiro teve que fazer o máximo para ser aceito. Nós, os aldeões, estávamos acordados e não permitíamos que alguém vendia-nos gato por lebre.

Há muito tempo, a palavra impressa apareceu; livros e jornais e revistas. De repente fomos capazes de decidir por nós mesmos que notícias receber. Em nossas cabeças e casas. Não apenas tudo o que foi escrito foi dado como certo. Tomamos o tempo para trocar ideias com os outros sobre o que lemos e para pensar sobre todas as informações e formar a nossa opinião. O que não gostamos permaneceu do lado de fora da porta.

Há algum tempo o rádio apareceu. Em quase todas as casas, as informações eram obtidas sem sair pela porta da frente ou sem deixar ninguém entrar. Assim, sem tocar na porta, ficava no meio da sala. O governo inicialmente governou os canais e isso tornou o fluxo de informações unilateral. O governo poderia contar todos os tipos de contos de fadas e fornecer informações coloridas sem qualquer verificação da verdade por nós. Foi tão mágico que desenvolvemos uma crença quase cega no que saiu do rádio. Ainda fomos para o parque entretanto e falamos sobre as notícias do rádio. Uma pessoa crítica teve muita dificuldade porque foi a exceção na nossa comunidade tão pequena. No entanto, ainda havia muitas pessoas que pensavam ativamente.

Não muito tempo atrás, a televisão chegou. O governo agora poderia mostrar, por meio de imagens em movimento, o que queria. Ninguém foi ao parque conversar um com o outro, sobre o outro e sobre o mundo. O televisão fez o seu trabalho e ainda faz-o. Amamos ver televisão. Diminui as ondas cerebrais para o estado alfa, o mesmo estado que nos alcança quando dormimos. Nesse modo de sono todos os tipos de informação fluem para as nossas cabeças. Pensamos que esqueceríamos tudo isso, mas isso acabou sendo falso. Nós humanos armazenamos toda essa informação. Em algum lugar. Como software. Só surge quando a situação desencadeia isso. Assistir à TV é fisicamente viciante, porque nos deixa calmos e inativos.

Recentemente, Internet, smartphones e tablets chegaram. O fluxo de informações está crescendo e crescendo. Qualquer seja o ecrã que temos na mão, sempre há alívio para o nosso vício físico. Uma quick fix, de novo e de novo. É reconfortante, é uma fuga da realidade, preenche as nossas vidas e tudo exige pouco esforço. A crença cega no que nos é apresentado é um fato. Se no momento há alguém com uma opinião diferente – alguém que pensa criticamente – então ele é o homem estranho que não entende. Porque imagine que acordamos dessa trip e percebemos que tornamos escravos do consumismo e muito mais.

Num futuro próximo, as crianças de hoje vão querer um chip na cabeça para não precisar mais segurar ou carregar um aparelho e apenas ouvir o que está sussurrar nas suas cabeças. Eles não precisam aprender mais nada, porque a Wikipedia está sempre presente. Aprender na comunidade também é uma coisa do passado; aqueles que gerenciam o chip controlam toda a educação; muito mais fácil do que controlar o povo através duma televisão em cada casa. 1984 é obsoleto.

Quando lias até aqui, pode dizer que sou pessimista. Então digo que tu precisas despertar. Deixe o teu móvel ou tablet, estique o pescoço e olhe ao teu redor. Comece a perguntar-te o que estás a fazer aqui nesta vida. Qual é a essência? Esteja consciente de que acordar é tão difícil quanto desintoxicar dum vício em drogas ou álcool e talvez até mais. Boa sorte. Vale a pena!

Domingo – Sunday

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Domingo dia 12 de julho às 10:00 horas.

Sunday 12th of July at 10:00 hours

Meditação Vipassana e mais. Vipassana meditation and more

Na natureza da minha quinta. In nature at my farm.

Contribuição / Contribution: € 7 incluindo chá e doces / including tea and sweets

Deixa-me saber se vais ficar presente por razões de organização 🙂

Let me know if you can be there, just for organization reasons 🙂

Liesbeth

Uma ótima oportunidade

Germinar …

[English]  [Nederlands]

Até o final da Idade Média (1500), a astrologia era um estudo tão importante quanto a astronomia. Ambos os estudos estavam inextricavelmente ligados. Isaac Newton, por exemplo, tinha uma extensa biblioteca de obras astrológicas. Somente com o surgimento das ciências naturais surgiu uma separação lenta. A astrologia foi nomeada como ciência oculta e astronomia como ciência moderna. Desde então, a astrologia tem estado geralmente no canto das pessoas chamadas “espirituais”.

Me pergunto se os antigos babilônios, egípcios, gregos e romanos (para citar apenas alguns) estariam preocupados com a astrologia se não tivessem qualquer valor para a vida humana. Mesmo para os celtas e provavelmente para outros povos de todos os tempos, a astrologia desempenhou um papel importante nas suas vidas.

Mesmo não estou fã das previsões diárias em jornais, revistas ou na Internet. No entanto, valorizo o mapa de nascimento e a influência da posição dos planetas na Terra e, portanto, nas pessoas. Para me manter atualizado, sigo um astrólogo que dá uma explicação clara do estado das coisas. O nome dela é Barbara Goldsmith.

Ela chamou minha atenção porque fala sobre o eclipse solar em 2/3 de julho. Todos esses grandes eventos amplificam as energias com as quais os planetas, a lua e o sol, afetam a Terra. Esses eventos são grandes oportunidades que nós, como seres humanos, podemos usar conscientemente; se tu só sabes quando e como.

Este eclipse solar oferece a oportunidade de plantar novas sementes. É claro que isso é possível em qualquer época do ano e agora há um bom possibilidade de que essas sementes germinem muito rapidamente, porque nessas posições as energias funcionam como um germinador especial.

A questão é: o que queres semear?

Seja proactivo e faça uma lista do que queres que aconteça na tua vida, o que queres ter e o que queres que aconteça no mundo. Fazer a lista pode levar algum tempo. Pense cuidadosamente sobre isso. Em seguida, coloque essa lista num envelope e guarde-a com cuidado. Abra depois de um ano e veja quais sementes se transformaram em plantas.

Boa sorte em fazer essa lista.

Vejo te numa aula de yoga esta semana! 🙂

Um braço dobrado

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[English]

No segundo domingo do mês, organizo um Satsang.

Satsang
Sânscrito (Índia): sat = verdade, sanga = companhia.
Geralmente traduzido como:
encontro com a verdade

Satsang para mim significa: estar junto com pessoas que se preocupam com as suas vidas e saúde e querem entender o que é a vida.

Cheguei ao entendimento de que estou aqui nesta vida para aprender uma coisa: como ser “humano”.

Talvez isso pareça um pouco estranho, até perceber que tudo que aprendes quando crescer é se comportar de acordo com as expectativas da sociedade. Te adaptas constantemente aos desejos dos outros e te tornas irreal e insalubre.

Tu aprendes:

  • Como agradar a todos
  • Como ye tornar um escravo obediente à economia que precisa crescer constantemente
  • Como estar a serviço do dinheiro
  • Como estar em serviço para o outro

Assim, na maioria das vezes, as pessoas são vítimas das circunstâncias que a vida parece apresentar espontaneamente, em vez de uma pessoa consciente. As pessoas dormem. Eles vivem sem qualquer objetivo na vida, exceto agradar ao mundo, com o descontentamento e o vazio como resultado. A social média e os smartphones são a distração ideal para não perceber que estás sonambular, para evitar que acordes.

Precisamos acordar para nos tornar humanos. Para nos tornar boas pessoas que sabem o que é a vida. A questão é: como?

Bem, para isso só precisamos de duas coisas:

1. Um meio para desenvolver o autoconhecimento. Meditação é um desses meios. Dissolve passo a passo o irreal em ti. Depois de algum treinamento, a meditação destrói aquilo que é irreal, então tudo o que não é tu.

2. Um braço dobrado para interagir com os outros. Então ninguém pode se aproximar de ti. Sejas todo o amor pelos outros e pelo mundo e mantenhas essa distância do “braço curvado”.

Cada Satsang preencherá as duas necessidades. Meditamos e treinamos como curvar o braço.

Onde: Quinta Os Chões (a minha quinta em Ponte Velha)
Quando: domingo, 9 de junho de 2019 e cada segundo domingo do mês.
Horário: 10: 00-11: 30 horas
Preço por Satsang: 7 €

Yoga Studio Marvão a crescer

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Photo by Tuán Trúong on Unsplash.Com

[English]

Estou muito feliz por anunciar que a partir da quarta-feira, 5 de junho de 2019, o Yoga Studio Marvão vai oferecer mais duas aulas semanais de yoga.

A professora de yoga (Yin Yoga e Yoga Restaurativa) e massagista terapêutica Heidi Dyer conduzirá essas aulas de yoga. Até agora a maioria de vocês conhece a Heidi.

A presença da Heidi em Marvão irá enriquecer o Yoga Studio Marvão. Como eu mesmo não tenho tempo para ensinar diariamente, e a demanda por mais aulas está a crescer, estou muito feliz por agora poder oferecer mais aulas. Tenho a certeza de que o modo de ensinar e partilhar conhecimentos da Heidi vai contribuir para a comunidade de yoga de Marvão e da província de Portalegre.

Ao lado das minhas quatro aulas semanais de Yoga em Meditação, Heidi fará duas aulas semanais diferentes.

Yoga suave na quarta-feira às 18:30h
Esta aula é boa para todos os níveis e habilidades com uma mistura de yoga terapêutica e restaurador. É um prática lenta com foco em equilibrar e curar áreas específicas do corpo.

Yoga energético no sábado às 10:00h
Comece o fim de semana com essa prática animada equilibrando força, fluidez e flexibilidade. Todos os níveis são bem-vindos, embora a experiência anterior de ioga seja útil.

Assim, o novo horário a partir de 3 de junho de 2019 será:

Terça-feira 10: 00h e 19: 00h              Yoga em meditação por Liesbeth Steur
Quarta-feira (com hora marcada)     Massagem Terapêutica por Heidi Dyer
Quarta-feira 18: 30h                             Yoga Suave por Heidi Dyer
Quinta-feira 10: 00h e 19: 00h            Yoga em Meditação por Liesbeth Steur
Sábado 10: 00h                                      Yoga Energética por Heidi Dyer

Inscrever para as aulas da Heidi:
hdyer320@gmail.com
917 909 631

Inscrever para as aulas da Liesbeth:
yoga@liesbethsteur.com
967 421 914

Contribuição / Monthly fee
€ 20 por mês / per month para 1 aula por semana / 1 class per week
€ 35 por mês / per month para 2 aulas por semana / 2 classes per week
€ 10 por aula separada (passantes) / just one class (for passers-by)

DOMINGOS ESPECIAIS
Segundo domingo do mês: 10:00h – 11:30h Meditação Vipassana e conversação com Liesbeth.
Último domingo do mês: 10:00h – 11:30h Formas diferentes de yoga para situações especificas com Heidi.

Contribuição: € 7 por sessão.

Nunca não fazer nada

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[English]  [Nederlands]

Os meus colegas de casa costumam me perguntar, quando vou não fazer nada. Apenas sentar-me, sem tarefa alguma. É, o que querem dizer. Como eles fazem e, são bons em apenas sentar e olhar para o nada. Olhar para o vazio. Para dizer a verdade, estudo o meu marido às vezes quando está nesse estado e depois de cinco minutos me pergunto: o que há de tão bom nisso? Ele diz que não fazer nada é bom para o processo criativo, assim como o tédio. É um artista. Então tal vez isso explica muito. Às vezes imagino que não fazer nada é uma forma de meditação. Perguntei a ele o que acontece na sua mente quando estar no seu estado de fazer-nada. A sua corrente de pensamentos continua e está inconscientemente sendo arrastado da esquerda para a direita; dum estado de espírito para outro. Sem rumo.

Se essa maneira de fazer nada promove o processo criativo, o que a meditação poderia fazer? Afinal, isso também é estar parado mas com um objetivo, ou seja, desenvolver a consciência. A meditação refina a tua consciência para que possas perceber melhor. Ser capaz de registar claramente o que acontece ao teu redor e em ti, traz compreensão e leva à aceitação da vida como se apresenta. De fato, significa o fim de toda “guerra” na tua vida e para dizer-o melhor: traz liberdade interior.

Há muitas pessoas que não querem aprender a meditar. Eles têm todos os tipos de razões para isso, como não há tempo; é para hippies, para iogues; isso não se encaixa na minha vida e assim por diante.
Alguns deles vêm para as minhas aulas de ioga para participar ativamente nos exercícios. Lentamente estou ajuntar algum tempo para aprender a ficar parado. Começar com cinco minutos. E vejo que eles estão indo bem. Isso os torna quietos e mi também.

Seria maravilhoso se todos pudessem fazer isso em casa no seu próprio tempo. Custa no máximo uma meia hora ou menos por dia. É estranho que todos nós tenhamos tempo para ver televisão, conversar, discutir, fazer amor, comer e escovar os dentes, e ficar quieto por meia hora por dia com uma intenção, parece ser uma ponte longe demais.

Para mim, surge a pergunta: o que as pessoas temem? Estão com medo de se verem no seu mundo autocriado? Sim, isso pode ser intenso.

Podes realmente considerar a minha chamada meditação de percepção como terapia de vida sem terapeuta. Tem um efeito purificador e curativo no teu personagem e fornece compreensão sobre a vida complexa.

Em última análise, aprendes a lidar melhor com bloqueios e problemas, para que sejas mais estável na vida. Isso é algo para ter medo? Eu daria tempo para isso.

Se sentar-te parado, não fazer nada, olhar para o nada e o tédio são bons para o processo criativo, então ficar quieto e praticar a atenção plena, é uma ferramenta melhor, acho, porque o meu processo criativo flui o dia todo e o meu nível de energia é estável. Não tenho que ficar parado e não fazer nada para ter isso. Assim que começo uma tarefa, a transformo numa obra de arte com atenção total. Quer escreva, ensine ioga, limpe a casa ou faça um bolo. Não faz diferença.

Então sim, eu nunca faço nada! E sempre permanecerá assim.

A meditação vipassana

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Photo by Mattia Faloretti on Unsplash.com

[English] [Nederlands]

No domingo passado iniciei uma nova série de aulas de meditação. Nove participantes estavam presentes e, para eles, quero explicar novamente o que estamos realmente a fazer durante a meditação. E quem sabe, também atrai tu. Estás muito bem vindo para te juntar a nós. As datas estão no site.

Existem muitas histórias sobre o Buda. Como nasceu príncipe com uma colher de prata na boca e que estava curioso para saber o que estava a acontecer fora dos muros da propriedade de sua família. Então, foi embora. Lá, no mundo exterior, se encontrou com a vida real.

Por um tempo o Buda viveu essa vida por completo. Como não conseguia encontrar a felicidade em todos os excessos mundanos, viu a complexidade da vida e foi à procura do segredo da vida estável, agradável e pacífica.

O Buda identificou sete estados mentais – anusayas – que quase sempre levam a infelicidade ou insatisfação.

1. desejo sensorial
2. desejo de manifestar-se
3. agressão, ódio, raiva
4. orgulho, sentir-se melhor (ou menos) de que os outros
5. entendimento incorreto da realidade
6. dúvida, incerteza
7. ignorância ou falta de senso de realidade, inconsciência.

A causa mais profunda dos anusayas é a ignorância. Sobretudo a inconsciência e a interpretação descuidada do que acontece em nós, garante que os anusayas tenham a oportunidade de se manifestar e, então, não lidamos numa maneira sábia com essas emoções, pensamentos e sentimentos.

Essa ignorância nos leva a afeiçoarmos aos pensamentos e sentimentos agradáveis. Permitirmos ser distraídos por tudo (social media, por exemplo) e construímos resistência ao que é desagradável. Escondemos o desagradável em algum lugar distante do nosso corpo e cada vez ligarmos mais ao mundo exterior.

Como se o mundo exterior fosse uma droga que pudesse entorpecer os nossos sentimentos desagradáveis.

Estamos cada vez mais com medo de perder o que temos, ou pior, temos medo de não conseguir ter o que queremos.

O Buda andou muitos caminhos e num dia o segredo se apresentou. Acabou a ser simples e para todos aprenderem.

Desenvolver a consciência.

A consciência traz a percepção e leva à aceitação da vida como se apresenta.

O Buda descreve duas maneiras de alcançar essa percepção.

1. Samatha-yānika: desenvolver a consciência baseada na meditação da calma.
2. Suddha-vipassanā-yānika: o desenvolvimento direto da consciência.

A primeira maneira – a meditação da calma – é muito adequada para as pessoas que têm tempo de se afastar da sociedade. Treinar formas profundas de concentração (isto é a meditação da calma) requer muito tempo e uma longa estadia em reclusão.

A segunda maneira é para pessoas como tu e eu. Estamos no centro da sociedade, vivemos uma vida agitada e ainda queremos desenvolver essa consciência para alcançar à percepção, com o resultado, a liberdade interior. Naturalmente, a concentração também se desenvolve ao longo dessa rota; apenas duma forma mais leve do que com o primeiro caminho.

Assim que começar a usar o vipassana, o aplicarás imediatamente na tua vida diária. Pois, no vipassana observas e registas o que está a acontecer no teu corpo e na tua mente. Assim, todas as experiências mentais e físicas diárias são usadas como objeto de meditação.

Podes considerar a vipassana ou a meditação da percepção, uma terapia de vida. Quer dizer que tem um efeito purificador e curativo no nosso carácter e nos fornece duma visão intuitiva da nossa vida temporal e incontrolável. Aprendemos a lidar melhor com os bloqueios e problemas e a desenvolver estabilidade ao lidar com as experiências do dia a dia.

Meditação aos domingos

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Photo by Chris Ensey on Unsplash

[English]

A meditação é uma palavra ‘pesada’ e pode evocar imagens de ficar no chão parado por horas a fio, com as pernas cruzadas e as costas direitas; imperturbado pelos pensamentos que são constantemente oferecidos na tua cabeça. Como se tivesses desaparecido no silêncio da “fonte”.

Todos podem aprender a meditar? Sim, todos podem aprender essa habilidade. Na verdade: acho que toda a gente tem de aprender! Pela simples razão de que praticar a meditação leva a uma maior conscientização e mais autoconhecimento. Esses dois ingredientes podem tornar a vida mais fácil de perceber e, portanto, mais leve.

Meditação logo leva à paz de espírito e vai ligar-te, entre outros, em contato com o teu corpo físico. Após o treinamento regular, deves ser capaz de influenciar a tua saúde e a longevidade.

O poder da meditação está na repetição. Quanto mais treinas, mais resultados.

No próximo domingo vamos meditar no estúdio de yoga. Quando o verão começar, vamos meditar na minha quinta, no meio da natureza.

Se és jovem, velho, ágil ou nunca fizeste nada como yoga ou meditação, estás muito bem-vindo. O estúdio fornece tapetes, bancos de meditação, mantas e até cadeiras, se sentar-te no chão é desconfortável. Use roupas confortáveis e quentinhas.

O tema deste domingo, no qual podes contemplar já esta semana, é:

“Sei o que é essencial na minha vida”.
É verdade?
Se assim for, dou toda a minha atenção à essência ou me distraio de novo e de novo?
Se sim, por quê?

Quando: domingo, 12 de maio, das 10:00 h às 12:00 h

Onde: Quinta Os Chões, Ponte Velha.

Contribuição: € 7 incluindo chá e doces.

Tenho espaço para 10 participantes. Se quiser participar, envie-me uma mensagem por Messenger ou Whatsapp. Podes também enviar um e-mail ou telefonar. Assim que tiver o teu registro, estás na lista.

Beijinho, Liesbeth