Saia do teu casulo

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Photo by Suzanne D. Williams on Unsplash

(Nederlands)  (English)

 

Está na hora.

Já é tempo.

Está na hora certa.

Não precisamos de nada além de um pouco de tempo, e isso já nos foi dado.

Fazemos nossos casulos todos os dias, desde o nascimento, durante anos a fio, e nos sentimos seguros lá. O fiado é feito a partir de todas as nossas próprias suposições, crenças, verdades de pais e educadores e professores. O casulo é o nosso mundo. Com os olhos abertos, olhamos para a parede do casulo e ela reflete como um espelho tudo o que pensamos ser verdade.

É sé fachada.

É uma segurança falsa.

É o casulo do grande sofrimento. Quando somos honestos com nós mesmos, só podemos admitir que a vida naquele casulo não é realmente segura.

Vivemos em tempos de agitação. Muitas pessoas têm medo, mesmo com tanto medo de não poder mais sentir isso. Como isso é possível se nós mesmos criamos nosso próprio porto seguro?

O casulo é feito de ilusões. Os blocos de construção são nossas próprias invenções que devem afastar nossos medos. Como rituais poderiam apaziguar a ira dos deuses.

Nas minhas aulas de ioga, pergunto regularmente se desejas fechar os olhos. Por um motivo.

Quando fechamos os olhos, não vemos mais a parede do casulo. Podemos então tomar consciência do nosso corpo. Eu chamo isso: olhar para dentro. Sinta a forma do teu corpo e depois entre. Lá, no fundo, está o teu centro do coração. Vá lá e fique lá por um tempo. Esse é o único lugar em que podemos encontrar a verdade, porque esse centro está em contato direto com algo fora do casulo. Não podemos ver ou tocar essa coisa e experimentá-la assim que estamos em silêncio.

A partir desse lugar de silêncio, podemos começar a entender a nós mesmos e depois nos reconhecer por quem realmente somos como seres humanos e a consequência lógica é que também podemos ver nossos semelhantes por quem ele é.

Estamos na véspera de grandes mudanças, parece que a Terra está a sacudir o que não precisa mais. Nestes tempos turbulentos, há apenas uma rocha sólida que oferece orientação verdadeira e que está dentro de nós. Quando a descobrimos e sentamos, esse mundo ilusório, com seus medos e inquietação, desaparece automaticamente. Os fios do nosso casulo se dissolvem. A parede que refletia nosso ego se foi e a leveza da vida apareceu.

Somos como borboletas que fazem uso da corrente natural que nos alimenta infinitamente.

Então, ocasionalmente, feche os olhos, fique quieto e ouça.

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