O meu Tai Chi começou em Jacarta

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[English]

Algo me atraiu por cerca de vinte anos. Eu não dei nenhuma atenção. Até a presente data. Sim, ocasionalmente fiz um workshop nessa direção e li um livro sobre o assunto. Mas é claro que não tive tempo.

Desde 2016, eu vivo novamente no Alentejo em Portugal e, acredite ou não: ainda não há tempo. Mesmo sem trabalho porque estou reformada, mesmo com todo esse silêncio Alentejano. Antes que percebesse, novamente tive uma prática de yoga e, portanto, uma pequena empresa com todos os direitos e obrigações que a acompanham. ‘De volta ao normal’.

Mas aquilo que atraiu não desapareceu. ‘Sem tempo’ não poderia mais servir como argumento. Havia e sempre há algo a acontecer. Então eu cortei a porcaria (no meu pensamento) e me inscrevi para estudar online com Rene Goris em Amesterdão. Isso foi em abril deste ano.

A disciplina: Wudang Taijiquan ou Tai Chi Chuan.

Todos os novos estudos são desconfortáveis e certamente para alguém que está acostumado a ensinar si mesma. Quando eu comecei, sabia pouco sobre essa antiga disciplina do movimento chinesa, exceto que ela me fascinou por 100% desde o primeiro momento em que a vi pessoalmente.

Isso foi em Jacarta, em 1989.

Eu estava lá para trabalhar e, de manhã cedo, quando o sol ainda não estava levantado, eu puxei as voltas na piscina do hotel. Mas eu não estava sozinha. Dois homens chineses mais velhos se moviam lentamente no crepúsculo da manhã. No silêncio mortal, fizeram movimentos lentos e idênticos.

Eu pensei: eu quero ser capaz de fazer isso também! Não sei porque. Parecia tão meditativo, tão quieto e ao mesmo tempo cheio de força.

Todas as manhãs daquela semana eu olhei para eles depois de nadar. O último dia eu perguntei o que eles estavam fazendo. Tai Chi, eles me disseram. Quando eu disse que queria aprender isso, eles responderam como se duma boca com um sorriso: “Agora não, continue nadando, assim que estiver pronto, tu vais fazer”.

Aparentemente estou pronto agora e entendo que eu não poderia ter feito isso mais cedo na minha vida. O treinamento provoca resistência. Os movimentos parecem ilógicos. Às vezes fico confuso sobre sair da minha zona de conforto. E ainda assim continuo. Agora, depois de meio ano, algo começa a se formar e a necessidade de mais cresce.

Mas sim, sem tempo. Tanta coisa para fazer. Eu tenho um marido, um estúdio de ioga, uma casa, família, amigos, comedores, bebedores e muita diversão. Quando devo treinar então? Eu agora reconheço a sabotagem. Cada dia fica mais claro que é apenas sobre o que eu quero agora, não sobre os pensamentos do passado que assombram a minha mente. Além disso, todos os dias minhas pernas ficam mais fortes, minhas costas mais direitas, a minha respiração mais profunda, a minha cabeça mais quieta e os meus braços mais leves. E isso para alguém que ensina aulas de hatha-yoga há 35 anos. Isso é exatamente o que me fascina. O corpo e a mente não têm limites. Os limites estão apenas na tua cabeça.

Então agora, junto com Eduardo Salvador, organizei um retiro para o final de novembro. Em volta do Taiji. Com Rene Goris de Amsterdão como mestre. Aqui no nosso lindo Alentejo. Para ti, também ser capaz de experimentar como é sair da tua zona de conforto de forma razoavelmente protegida e descobrir (novamente) a ti mesmo, tua força e tua vida.

Como se estivesses apaixonado. Mas agora, com ti mesmo.

Tu não precisas ser flexível; tu não precisas ter experiência. Então esses argumentos são falsos também como falta de tempo. E para os praticantes avançados de Taiji, é um novo desafio.

Talvez novembro seja um dia curto para as pessoas que têm um emprego remunerado e precisam pedir licença. E eu sei que se tu realmente queres alguma coisa, é possível. Então tu também podes inscrever-te para novembro.

Retiro/Retreat Wudang Taijiquan

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22 – 27 NOV. 2018  

ALENTEJO * MARVÃO * PORTUGAL 

No norte do belo Parque Natural da Serra de São Mamede situado em Portugal e na fronteira com Espanha, existe um lugar onde acontecem retiros muito especiais. Este lugar receberá um retiro de Tai Chi Chuan de Wudang. Este tipo de Tai Chi está a ser ensinado nas montanhas do Wudang na China e agora nas montanhas de São Mamede por um Mestre. Todas as sessões serão em inglês traduzidas em português.

Mais informação clique AQUI!

ENGLISH

In the North of the beautiful and wild natural park Serra de São Mamede situated in Portugal on the border with Spain there is a place where special retreats happen. This place will host a Wudang Taiji Quan Retreat. This type of Taiji is being taught in the Wudang Mountains in China and now in São Mamede Mountains by a Wudang master. All classes will be taught in English with Portuguese translation.

More information click HERE!

O estúdio recuperado!

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Olhe para a foto e é como se nada tivesse acontecido em maio passado. Nenhum inundação, nenhum tecto ou piso quebrado. A Câmara do Município de Marvão recuperou tudo, mesmo antes da data prometido. GRATA Câmara!

E sem a ajuda de Libania Salgueira, Jorge Rosado, José-Manuel Pires e Lina da Paz eu não poderia ter feito isso. Obrigada a todos mil vezes.

Amanha terça feira dia 18 de setembro 2018 as aulas são como de costume no estúdio.

ENGLISH
Look at the picture and it’s like nothing happened last May. No flood, no ruined ceiling  or floor. The Câmara of Marvão recovered everything, even before the promised date. THANK YOU Câmara!

And without the help of Libania Salgueira, Jorge Rosado, José-Manuel Pires and Lina da Paz, I could not have done it. Thank you all a thousand times.

Tomorrow, Tuesday, September 18, 2018 classes are as usual in the studio.

Yoga em Setembro- in September

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Querida(o)s yoguis (for English scroll down),

O mês de setembro chega rápido! Por isso convido-te de inscrever-te quanto antes para yoga. Como o espaço na minha quinta e no estúdio tem um limite, prefiro contar com ao redor de 10 participantes por aula.

Portanto os “early birds” (madrugadores) têm a primeira escolha.

As aulas acontecem na minha quinta. O meu estudioso no Ninho de Empresas voltará a funcionar por volta de 15 de setembro e enquanto o tempo permitir, faremos yoga na natureza.

INSCREVE-TE AGORA! por e-mail liesbeth@liesbethsteur.com, messenger, whatsapp, Facebook @yogastudiomarvao.

Dear yogis,

September will be there before we know it. Therefore I invite you to sign up for your yoga class. As the space at my farm and in the studio are limited, I know around 10 participants per class will do.

So, early birds have the first choice.

The classes will take place at my quinta. The studio at the Ninho de Empresas will be up and running again around September 15, says the Câmara. And as long as the weather permits we will be doing yoga in nature.

SIGN UP NOW! by e-mail liesbeth@liesbethsteur.com, messenger, whatsapp, Facebook @yogastudiomarvao.

SEPTEMBRO 2018 SEPTEMBER 2018
3° feira / Tuesday 04-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
5° feira / Thursday 06-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
3° feira / Tuesday 11-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
5° feira / Thursday 13-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
3° feira / Tuesday 18-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
5° feira / Thursday 20-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
3° feira / Tuesday 25-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h
5° feira / Thursday 27-09-2018 10:00 h e / and 19:00 h

Os preços mensais permanecem os mesmos da turma passada.
Monthly fees are the same as last year’s.
Uma aula por semana / One class per week: € 20
Duas aulas por semana / Two classes per week: € 35
Uma aula separada / just one class (for passers-by): € 10

Deixa-me saber se tens dúvidas / let me know if you have questions.

Beijinho / love, Liesbeth

Some info for those who participate in the SATSANGS:

O próximo SATSANG SINERGIA (Encontro no domingo) / The next Sunday’s Synergy Gathering
(clique aqui para uma explicação / click here for an explanation)
Domingo 9 de setembro 2018 – Sunday 9 September 2018
10:00 – 12:00 horas

A informação é inestimável

(English)

Há uma semana atrás, Edith Hagenaar (holandesa, autora e editora: www.sunshineforthesoul.nl, www.palaysia.com) esteve numa reunião com Byron Katie. Nesse dia, Edith foi para casa com mais algumas pérolas da sabedoria de Katie. Dessas pérolas ela compartilha o seguinte e eu tenho muito gosto em compartilhar contigo porque concordo totalmente com o fato de que a informação é inestimável:

“A informação é inestimável”, disse Katie na semana passada. Vou te dizer como vejo isso, mas Katie diria: “Convido-te a meditar sobre isso, contigo mesmo, a descobrires por ti próprio se é verdade”.

O meu ponto de vista é o seguinte: o nosso pensamento é inteligente, eficiente e acima de tudo sempre igual. Mas na verdade o nosso pensamento é um monstro preguiçoso, egoísta e meio cego que se contenta com informações incorretas para fundamentar um julgamento ou uma decisão. Isso é em parte lógico:

se tivéssemos que examinar uma cadeira cada vez, antes de nos atrever-nos a sentar nela, pouco aconteceria num dia.

Mas, no trânsito da relação humano, a não-investigação, ou por outras palavras, a interpretação da situação, muitas vezes causa pensamentos dolorosos: “Ele não me ama”, ou “não sou apreciado”, ou “ela arruinou tudo pela maneira como ela lidou com isso”, e assim por diante. Em resumo, quase sempre temos informações inadequadas sobre a outra pessoa (porque lançamos os nossos próprios julgamentos, sobre ela). Se temos todas as informações, de todas as perspectivas, chegamos a “insights” surpreendentes e mais do que isso, chegamos à paz.

Com esta afirmação Katie quer nos mostrar que o valor da informação completa é inestimável – porque a paz não está à venda, ela só pode ser obtida através do reexame de cada situação. O Trabalho (as quatro perguntas e a reversão) é uma ferramenta incrivelmente poderosa: é como uma fórmula matemática que, ao preenchê-la, garante que tu análises cada situação de todas as perspectivas. Só então tu poderás ver quanta informação ignoras em primeira instância.

As quatro perguntas para investigar um pensamento são:

  1. Isso é verdade?
  2. Tu podes saber com absoluta certeza que isso é verdade?
  3. Como reages, o que acontece, quando tu acreditas neste pensamento?
  4. Quem serias sem este pensamento?

Clique aqui se tens interesse em ler mais sobre O Trabalho!

Boas ferias e até setembro.

O céu azul

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(English)

A minha espreguiçadeira na beira da piscina está metade no sol e metade na sombra. Há uma brisa fresca, o sol da manhã ganha força, a água murmura e o céu é azul profundo. Nenhum avião à vista. Nenhuma nuvem no ar. Eu olho aquele azul profundo até entrar nele. Me sinto tão quieto como o céu e tão imóvel. Nada pode me tocar.

Suponha que a verdadeira natureza do homem seja o céu azul, então as nuvens, grandes, pequenas, brancas ou cinzas, são os pensamentos que flutuam não-solicitados e sempre adiante. Eles não são permanentes. As nuvens passam como pensamentos. Exceto por esse pensamento com o qual tu te conectas inconscientemente. Imediatamente demora e causa desconfortos.

Leva-te para longe da única realidade que existe: o aqui e agora.

Na verdade, a nossa verdadeira natureza é como o céu: constante e intocada. Até uma nuvem não tem influência sobre a nossa natureza. Mas sim sobre a nossa maneira de viver a vida.

Assim que percebo que há um desconforto em mim, sei que permaneci em uma nuvem e, assim, assumo um pensamento não-investigado como a verdade. Para entender a causa desse desconforto, me faço várias perguntas. Estes três por exemplo:

1. Este pensamento é sobre algo que está realmente presente aqui e agora?

2. Isso é bom, amoroso e compassivo?

3. Isso é necessário? É essencial para a felicidade do homem e do planeta e é necessário para a minha sobrevivência?

Tenho certeza que a tua resposta é 3 x não. A realidade é sempre mais amigável do que qualquer pensamento ou crença. E se a tua resposta for 3 x não, tu sabes que viu uma mentira pela verdade.

Eu sou o céu azul e alerta para todas as nuvens, embora elas sejam tão pequenas.

Obrigada Eduardo, Heidi, Marian, Maria, Ana Paula e Karin para participar no Sinergia Encontro de hoje domingo 22 de julho 2018.

Tu és um explorador

Sinergia Encontro em domingo – 8 de julho de 2018

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(English)

Um homem é um explorador do coração e da mente. As descobertas que fazemos no caminho são chamadas de acordar que nos tornam mais conscientes do que pensamos e porque atuamos. Esta consciência crescente trará paz de coração e mente e, finalmente, ao mundo.

Para mim não há mais nada para a vida.

Explorar e descobrir vai muito mais rápido quando em um grupo. Acho que seja por isso que nós – homens – somos capazes de socializar. Precisamos do outro para tornar nos consciente de quem somos. Depois experimentar essa sinergia, tu sabes que isso é o caminho mais rápido para a paz interior e para o mundo.

Ontem nós estávamos com quatro exploradores. Um era totalmente novo para essa maneira de explorar. Mais uma vez, alguns insights surpreendentes surgiram. E mais uma vez a prova foi que todos nós lutamos com um e os mesmos “inconvenientes”. E, que o movimento físico e a meditação são meios para entender a mente e perceber estes ‘inconvenientes”.

Obrigado Lina, Karin e Nuno por esta grande experiência.

Espero ver todos vocês no encontro de sinergia do próximo domingo em

22 de julho de 2018 às 10:00 h na Quinta Os Chões.