O dia mais longo (2)

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(For English click here) (for Dutch click here)

O dia mais longo – a quinta feira passada – tornou-se um dia especial. No meu blog
#PHOT (Photo On Thursday) este dia, intitulado The Longest Day (English) (Portuguese) (Dutch), falei sobre o que o Solstício significa para mim. Acabou por ser uma longa historia sobre o dia mais longo. Acredita em mim, eu realmente treino-me para usar menos palavras. E às vezes menos não é mais. Eventos em desenvolvimento pedem novas descrições.

Eu escrevi no blog sobre o Solstício com um megafone na minha cabeça, transmitindo a cada cinco minutos: “palavras floreadas da Nova Era”, alternando com as palavras: Keep It Stupid Simple. K.I.S.S.” (Manter As Coisas Simples). Essa última frase é a citação favorita do artista CoenSt. Come ele é o meu marido e o primeiro leitor de quase tudo o que escrevo, ouço isso com bastante frequência. Portanto, não devo usar palavras floreadas da Nova Era, tenho que ser simples.

Como descrever algo que os olhos não podem ver? Como fazer algo, que é complexo, simples? Este é um processo criativo e acima de tudo, experiencial. Mas quão simples algo devera ser? Eu acho que todos podem fazer o máximo usando a mente investigadora. Quando há alguma coisa que eu não percebo investigo até que saiba e entenda. Isso chama-se desenvolvimento.

Hoje em dia tudo tem que estar pronto. Rápido. Não há tempo. Simples. Raso. CoenSt e eu conversamos regularmente sobre o assunto. Penso que não se deve assumir nada sem se investigar a si mesmo. Então para mim, um texto pode ser complexo.

CoenSt acredita que, em primeira instância, um texto deve ser acessível e pode ter várias camadas que o leitor com profundidade detecta naturalmente e o leitor que ainda não conhece a sua profundidade, também o pode compreender no seu próprio nível. Bem, o assunto mantém-me ocupada e por enquanto já falei o suficiente sobre isto.

Eu comecei esta noticia do blog para contar como a celebração do Solstício se revelou.
Poucas horas antes da celebração na minha quinta, Karin Pfeifer e eu começamos a colocação das pedras minerais com um padrão. No sombra das oliveiras. Eu não tenho muita experiência com pedras e Karin tem muito. A postura acontece na intuição. Então, permaneça imóvel na consciência interior e permita-se ser guiado pela pedra que se destaca. Não por causa da cor ou forma. A pedra vai te atrair com a sua frequência. Uma frequência que se ajusta à nossa intenção e ao nosso padrão. Depois de terminar, analisamos o significado das pedras.

Assim como as pedras (e os seres humanos), as flores e as plantas têm uma frequência. Elas também desempenham um papel no padrão (veja foto). A nossa intenção com a colocação do padrão era criar um local onde o vórtice das forças da natureza seria reunido e reforçado. Nos dias ao redor do solstício isso já acontece a nível universal. A nossa ação cria um efeito sinérgico.

Tu sabes: 1 + 1 = 3.

Pouco antes do pôr do sol, 18 participantes reuniram-se e conectaram-se conscientemente com as forças da natureza e com o vórtice para transformar a negatividade armazenada nas suas células. Isto vai limpar o corpo.

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Como grupo, nós não iluminamos apenas a nós mesmos, mas também a Terra, todos e tudo o que vive no planeta Terra. Após a sessão, todos os participantes intuitivamente colocaram a sua própria pedra e Karin explicou o significado das pedras. Houve algumas revelações!

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Depois disso, celebramos a nossa iluminação e a do mundo com a boa comida da Susana Maridalho Moura e a minha. Pizzas e cuscuz, bolo de carne e lindas saladas. Mais do que suficiente para todos. Bebemos bons vinhos, conversamos sobre comida – um hábito indonésio e português – e contamos histórias sobre as nossas vidas. A noite foi um reflexo de como uma sociedade consciente poderia parecer. Um grupo de pessoas de diferentes partes do mundo com um e o mesmo interesse: juntos, paz, liberdade e alegria.

Uma boa pessoa

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Bunny Yoga – Yoga com Coelhos

(English or Dutch)

Ontem ao redor das oito e media na tarde chego a casa depois ensinar uma aula de yoga. Antes da aula fiz uma sopa deliciosa com todos os tipos de verduras como a nabiça. Durante o jantar conto da aula, dos alunos e da temperatura no estúdio. Finalmente – depois estudar o manual durante dez minutos – consegui programar o aire acondicionado. Um luxo!

Falando de yoga, o meu marido Coen dá a sua contribuição.

“Já ouviste falar de Bunny yoga – yoga com coelhos?”

Coen quase sempre faz piadas, então estudo a sua cara com suspeição.

“A sério. Existe! Vai buscar em internet, no social media.”

“Noticias falsas!” Protestou eu.

“Não, noticias reais!” Ele ri.

Mais tarde esta noite vou verificar a sua sugestão e encontro um artigo no Indepent de Canada. O meu queixo cai e continua a cair enquanto ver o vídeo relacionado no You Tube.

Depois yoga com cabras, agora existe yoga com coelhos. Sinto surgir uma irritação. Isso quase nunca acontece quando trata-se do comportamento das pessoas. E agora que sim. Decido de deixar o sentimento pelo que é, vou para a cama e esta manha volto a ensinar uma aula. Só durante a aula – uma vez mais num estúdio bem quente – ocorre-me de onde provém esta irritação.

Não estou a falar do que as pessoas fazem nas suas vidas. Não me incomoda a menos que as coisas que não me fazem feliz não ocorrem no meu espaço. Não, a minha preocupação é a erosão de yoga. Tornou-se num sector que apresenta o mais rápido crescimento especialmente nos EUA e logicamente o comercio se construi num tema bem sucedido. Mas não só isso. Escolas de yoga brotam por todo o lado. Uma oferece variação X no tema de yoga e uma outra variação Y. E como com todas as disciplinas de deportes que envolvem dinheiro, que não têm uma proteção oficial da profissão e com quem se pode manipular as pessoas, esse fenómeno entra na Europa. O vazio chega à Europa. A decadência governa em todas as frentes. Afogado em consumismo. Em comprar, ter e manter. Então porque não yoga com cabras e coelhos?

O fato que tribos inteiros estão de pé, sentados ou deitados num tapete de yoga para procurar e aprender a arte de relaxar-se e focar-se, me dá um grande excitação, mas acho terrível que tudo leve o nome de yoga. Com isso o yoga como totalidade foi dividido em diferente tipos de yoga. Yoga para a respiração, o corpo, mulheres grávidas, gente depressiva, crianças, bebés, costas, ancas, idosos e para animais de companhia. Esta lista não está completa. Há mas sob o sol velho. Ouso dizer que isso é de todo, mas não é yoga como yoga está destinado a ser.

O treinamento clássico de yoga oferece os meios para ficar uma boa pessoa. O princípio básico:

Deixa o “bom” pelo que é e aprende a fazer o “mau” melhor até que transformou ao “bom”.

Isso requer um equilíbrio e com o treinamento de yoga podes adquirir este equilíbrio. És gentil para ti mesmo com o objectivo final de ser bom e amável para o mundo inteiro. Sem condições. O primeiro passo (ser gentil para ti mesmo) é extremamente difícil enquanto não treinar diariamente. Então o yoga não é uma coisa que se faz só no teu tapete. É um modo de vida. Uma filosofia de vida. As cabras e os coelhos são como social media: uma distração completa. Imagina-te investir tempo em ti mesmo e focar-te em ti mesmo?

Se queres fazer do mundo um lugar melhor, certamente não precisas partilhar vídeos de animais abusados ou convidar coelhos no teu tapete. Só tens para ser uma boa pessoa. E se não podes lidar com animais abandonados e abusados, porque não trabalhar num canil? Ali podes alcançar algo. E quem sabe? Os animais podem ser o teu espelho? Porque o quão mal estás a abandonar ou abusar de ti próprio?

O círculo está fechado

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Os principais atores em 1942. Se casaram três dias antes a invasão japonesa das Índias Orientais holandesas (Indonésia). A minha mãe teve 24 anos e o meu pai 26 anos.

(English)

A minha secretária está limpa. Todos assuntos nos tabuleiros estão tratados. Nada resta
pela minha espera. Nada. Agora posso pôr as primeiras palavras do livro sobre a história da minha família no papel. Com calma. A ecrã em frente de mim mostra esta página branca quando ouço o som do Twitter no meu telefone. Oh … quase esqueci … é a terça feira, é o dia em que escrevo o meu blog como parte do #PHOT – Photo on Tuesday.

Normalmente escrevo o blog nas segundas. Terça-feira é o meu dia de ensinar yoga, então tenho menos tempo para escrever. Acho que contei mal os dias por causa do Novo Ano. Por isso vou escrever primeiro o #PHOT.

Um dia lei uma explicação da significação da palavra “fé”. Esta explicação era constituída
por três palavras. Gosto muito: curto e grosso.

Fé é: Vê-lo feito!

Tive que tirar algum momenta de deixá-lo afundar. Durante uns dias permiti a significação dançar na minha mente. Tive em consideração todos os meus desejos e vontades da vida – pequenos e grandes. E quanta fé tive na minha vida nos resultados desses desejos? Tive tido esse tipo de fé?

  • Expressar um desejo. Ponto.
  • Nunca mais me refiro ao esse desejo. Ponto.
  • Esquecer isso. Ponto.
  • Ter fé que o resultado vai aparecer no momento justo. Ponto.

Honestamente? Sim, é o que eu faço. Depois enviar o desejo ao universo, já está em existência, mais ainda não está visível. Nunca me refiro ao desejo. Eu esqueço isso. Só no momento de aparição sou alegremente surpreendido e penso: Olha, de onde veio isso?

Nos últimos anos lei muitos livros sobre este assunto. As explicações da lei de atracão geralmente sou exaustivas e as vezes (para mim desnecessariamente) complexas. A expressão acima mencionada captura-la. Faz todo o meu ser sorrir.

O meu desejo de escrever a história da minha família é antiga e de repente nos últimos três meses aparecem todo que tem uma ligação com este desejo. O tempo. O espaço. O arquivo e sobretudo a minha mente é libre. Não foi possível começar com o livro mais cedo na minha vida. Ficou perto demais. Eu tinha muitas emoções coloridas. Mesmo quando outros me digam: isso livro nunca entrará em existência! Eu sempre sabia que o livro vir a luz do dia no momento justo. E agora que eu desfiz-me do casaco pesado da família, posso começar.

Obviamente, após a publicação deste #PHOT blog.

AGORA.